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20/05/2015

Estado empreendedor (94) – A saga do «Atlântida» só podia acabar mal

Não vou recontar a estória do «Atlântida» já amplamente contada no (Im)pertinências (ver estes posts), vou apenas recordar que depois de várias tentativas falhadas para o vender – a mais célebre terá sido a tentativa de Sócrates fazer negócio com o coronel Chávez – acabou por ser comprado pela Douro Azul por 8,7 mil milhões de euros de onde resultou um prejuízo estimado de 70 milhões de euros desde que o governo socialista regional dos Açores rejeitou a encomenda por motivos pueris.

Exemplificando outra vez uma das leis de Murphy – o facto de uma coisa ter corrido mal no passado não significa que não possa correr ainda pior no futuro – soube-se agora que, apenas  8 meses depois, a Douro Azul vendeu o barco por 17 milhões de euros a uma empresa de cruzeiros da Noruega. De onde se pode concluir: ou bem o empresário Mário Ferreira da Douro Azul é um génio a vender chaços ou bem os noruegueses são tansos ou bem o ministério da Defesa é um vendedor incompetente ou bem … Fico por aqui para não entrar em teorias da conspiração.

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