Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista, em carta a Marcelo Caetano)

25/05/2015

Exemplos do costume (31) - Exercícios de vacuidade gongórica do candidato Sampaio da Nóvoa (2)


O candidato é mais um caso de paixão serôdia pela educação fazendo recordar o picareta falante que desistiu da candidatura. Perorando na conferência «Pensar a Educação Portugal 2015», da Nóvoa disse que «neste consenso de futuro há necessidade de uma enorme revolução no espaço da escola» e profeticamente anunciou amanhãs que cantarão: «a escola vai mudar brutalmente nos próximos 20/30 anos, mais do que mudou nos últimos 300 … o modelo escolar fixo, fechado na sala, com determinada política e currículo, com um professor para um grupo de aluno, tudo vai estar em mudança, em revolução». Será uma escola onde «todos tenham sucesso na escola», e aí encontrem «o espaço de felicidade e realização». Quanto à felicidade é difícil superar a escola actual. Quanto à realização é preciso ter cuidado para não comprometer a felicidade.

Para tal serão necessários mais professores que «foram dos grupos profissionais mais mal tratados e mais encostados à parede nos últimos dez anos ou mais. Os professores têm que estar no centro para nos dotarmos, como país das décadas que aí vêm». Da Nóvoa ainda não esclareceu se para realizar esta utopia está a contar com o apparatchik Mário Nogueira e a sua Fenprof.

1 comentário:

Anónimo disse...

Deixem de ter automatismos ridículos. Vejam em:
http://o-povo.blogspot.pt/2015/04/sampaio-da-novoa-presidente.html

Abraço