Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista, em carta a Marcelo Caetano)

11/05/2015

Manifestações de paranóia/esquizofrenia (4)

«Esquizofrénico é alguém que perde a capacidade de pensar de uma forma lógica e, consequentemente, de comunicar e de se relacionar, passando a viver num mundo paralelo e sem as normas pelas quais se regem as pessoas ditas normais».

«Pode uma economia ser competitiva quando tem 1,2 milhões de trabalhadores, no total de uma população activa de 4,8 milhões, a receber menos de 600€ líquidos por mês?» Pergunta Nicolau Santos na sua coluna habitual do Caderno Economia do Expresso. Pergunta à qual responde, como Chateaubriand ao abençoar a divina providência por fazer passar os rios pelo meio das cidades, sem qualquer hesitação: «A resposta só pode ser negativa.»

No mundo paralelo onde vive Nicolau Santos não existem os exemplos de economias competitivas onde uma percentagem muito mais significativa recebe menos de 600€ e, por isso mesmo, essas economias são competitivas e, por serem competitivas. verão essa percentagem gradualmente ser cada vez menos significativa.

É pena que Nicolau Santos não seja capaz de levar até ao fim a premissa subjacente à pergunta e à resposta e dela extrair a receita decorrente, que aliás não tem nada de original porque é medicina que nos tem vindo a ser administrada, a saber: para sermos competitivos bastaria aumentarmos os salários.

Sem comentários: