Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista, em carta a Marcelo Caetano)

23/02/2015

TIROU-ME AS PALAVRAS DA BOCA: A imobilidade social é uma bandeira de esquerda

«O que verdadeiramente indigna a esquerda é o seu tradicional inimigo: a ascensão social. Para quem ganha a vida através da "ajuda" aos pobres, não há pior do que um pobre que vence na primeira e dispensou a hipocrisia da segunda. Não há pior, em suma, do que um pobre que deixou de o ser - excepto o que, para cúmulo, se atreve a contar a sua história. 

 O marxismo, clássico ou "moderno", aprecia um mundo arrumadinho e imóvel, onde a pobreza é menos um estado do que uma condição vitalícia. Não se trata apenas de viver a pretexto dos necessitados: trata-se de garantir que estes continuam a necessitar - de abonos, protestos ou discursos "solidários". É por isso que se abomina o descaramento dos "arrivistas", dos "novos-ricos" e até dos recém--remediados ao mesmo tempo que se dedicam lengalengas demagógicas aos velhos e, conquista suprema, aos novos pobres. A miséria alheia assegura o sucesso dos que juram combatê-la mas celebram o seu crescimento, real ou desejado. O episódio do "pretinho salazarista" limitou-se a recordar uma fraude cruel: os amigos dos pobres só gostam deles assim.»

«Os amigos dos pobres» por Alberto Gonçalves do DN

Se me for permitido puxar a brasa à sardinha do (Im)pertinência, acrescento leia-se também a série de posts sobre o mito «os socialistas são amigos dos pobres».


1 comentário:

Anónimo disse...

Já o Tom Sowell o dizia há muito tempo:

http://www.unz.org/Pub/TownHall-2004jan-00186