Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista, em carta a Marcelo Caetano)

15/02/2015

AVALIAÇÃO CONTÍNUA: Não se pode confiar nesta gente

Secção Still crazy after all these years


«É um crescimento insuficiente e medíocre. Os resultados são medíocres e são comemorados como se de uma vitória se tratasse. Estes números são maus. Nós não entendemos a euforia do líder parlamentar do PSD», disse Ferro Rodrigues na sexta-feira no parlamento.

O actual líder parlamentar do PS referia-se aos números preliminares do INE que apontam para um crescimento de 0,9% no ano passado, o último ano do Programa de Assistência Económica e Financeira negociado pelo governo socialista em resultado da bancarrota em Maio de 2011 que levou à demissão de José Sócrates e à sua fuga para Paris. Segundo Ferro Rodrigues, durante este período o governo adoptou «políticas de austeridade - penalizadoras e completamente estúpidas do ponto de vista económico e social».

Ferro Rodrigues não explicou porque em vários anos de governação socialista resultou das políticas inteligentíssimas adoptadas um crescimento inferior ao de 2014, segundo ele «insuficiente e medíocre», nem tão pouco explicou como foi possível durante o socratismo o PIB ter decrescido a uma taxa média anual de -0,6%.

(Os períodos atribuídos a cada governo iniciam-se com o primeiro ano civil completo de mandato)

Por isso, não entendo a euforia do líder parlamentar do PS e receio que o défice de memória demonstrado e a extrema dificuldade de lidar com a realidade o inabilitem para o cargo de líder parlamentar, para já não falar de uma eventual pasta ministerial num governo liderado por António Costa.

Por estas e por outras, que não tenho agora tempo nem pachorra de explicar, atribuo-lhe 5 chateaubriands pelas confusões de memória e entre causas e efeitos e 5 bourbons por nada ter aprendido nem esquecido.

Sem comentários: