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24/02/2015

Mitos (188) – Mitologia grega (I)

A esquerdalhada e o jornalismo de causas domésticos têm vindo a apontar o dedinho acusatório à ministra das Finanças por, dizem eles, estar a ser na questão Syriza versus Eurogrupo mais papista do que o papa, sendo papa o ministro Shäuble. Maria Luís Albuquerque nega. Se disse o que lhe atribuem, fez mal em não assumir porque ficaria em boa companhia.

O certo é que vários dirigentes políticos da Europa de Leste – dos países que foram ocupados pelo Império Soviético e tendo experimentado as fórmulas da esquerda comunista e bloquista ficaram imunizados - não tiveram papas na língua e deixaram muito claro o que pensavam sobre o assunto:

  • «Ninguém na Europa quer dar dinheiro à Grécia», Robert Fico, primeiro-ministro da Eslováquia 
  • «A zona euro está mais estável e mais forte do que há cinco anos e a hipotética saída de um dos seus membros teria um fraco impacto», Maris Lauri, ministra das Finanças da Estónia
  • «A cooperação com a Grécia só pode ter por base o programa de assistência financeira existente, com condições claras», Janis Reirs, ministro das Finanças da Letónia 
  • «A política de austeridade foi o único remédio para nós e não vejo motivo para os gregos não a aplicarem … o populismo" grego é perigoso para a Europa», Andrius Kubilius, antigo primeiro-ministro da Lituânia.

1 comentário:

Anónimo disse...

Há anos que deixamos de ter políticos. Temos uns licenciados — uns bem, outros mal e outros assim-assim.
Sobretudo uns medrosos — n.b., não escrevi merdosos.