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05/08/2013

Pode o benefício da dúvida evoluir para o prejuízo da certeza? (6)

[Continuação de (1), (2), (3), (4) e (5)]

Para poupar no latim, não vou escrever sobre Rui Machete e o caso SLN-BPN o que já escrevi sobre Cavaco Silva no mesmo caso em episódios anteriores deste post porque mutatis mutandis a estória é mais ou menos a mesma. O mutandis são menos acções e uma maior mais-valia. Vou apenas recordar que em Março de 2001, no mesmo ano em que Rui Machete e Cavaco Silva compravam a 1 euro acções oferecidas por Oliveira e Costa, já Camilo Lourenço alertava na Exame para o descarrilamento que se preparava no BPN.

É ilegal comprar a uma criatura, antes de ser presa, acções a 1 euro e 4 ou 5 anos depois, ainda antes de ser presa, vendê-las à mesma criatura a 2,5 euros quando se acredita que se trata de um negócio impoluto e de uma empresa à prova de escrutínio? Não é. Apenas não me parece que os portugueses devam confiar a governação do país a quem em adulto acredita no Pai Natal.

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