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31/08/2013

ACREDITE SE QUISER: A alface, o magala e «o piropo como violência de género»

Quando criança, há muito tempo, impressionei-me muitas vezes com cartunes de uma série com o nome em português «Acredite se quiser» (a versão brasileira, creio, de uma franquia de Robert Ripley criada em 1918 e chamada «Believe It or Not!») representando factos mirabolantes e inacreditáveis, segundo parece quase todos comprovados. Nesta nova área do (Im)pertinências, serão coleccionados factos com mérito para serem incluídos na franquia de Ripley se ela ainda existisse.

Post inaugural desta série:

«Militantes do BE discutem fim do piropo nas ruas do país»

«O debate vai acontecer no sábado às 10h30, mas num artigo online no esquerda.net as duas militantes avançam as linhas gerais. Para Adriana Lopera e Elsa Almeida, "o homem é ensinado desde pequeno a ser sujeito sexual, a ter desejo, prazer, orgasmo e a falar disto abertamente fazendo alegoria dos seus dotes de engate e não só" e "pelo contrário à mulher é reservada apenas a possibilidade de ser objecto sexual".» (ionline)

Há uns bons anos, uma charmosa amiga contou-me ter achado piada e sido bom para o seu ego a abordagem de um magala inspirado no seu belo vestido verde que lhe disse num tom galhofeiro: «gostava muito de ser um coelhinho para petiscar essa alface». Na minha modesta opinião, a batalha dessas militantes do sexo assexuado é inútil por ser improvável algum magala ver nelas um «objecto sexual» e impossível ver uma alface.

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