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14/08/2013

SERVIÇO PÚBLICO: O princípio do princípio (20)

Continuação de (1), (2), (3), (4), (5), (6), (7), (8), (9), (10), (11), (12), (13), (14), (15), (16), (17), (18) e (19)

O resultado da consolidação do Portugal Que Se Queixa (PQSQ) com o Portugal Que Trabalha (PQT) no 2.º trimestre foi um pálido crescimento de 1,1% do PIB que sucede a 10 trimestres com o PIB a cair. Pálido porque o PQSQ se continuou a queixar e o pouco que foi conseguido foi à custa do PQT, sobretudo do sector exportador - a sua parte mais dinânica.

INE, Contas Nacionais Trimestrais – Estimativa Rápida, 2º Trimestre de 2013
Já li e ouvi por aí representantes do PQSQ queixarem-se (que outra coisa poderiam fazer?): pois é, mas para crescer uns míseros 1,1% foi preciso «destruir» 10% da riqueza (eles dizem riqueza, isto é stock, quando queriam dizer produto, isto é fluxo)!

Esquecem-se os queixosos que não estamos (ainda?) numa economia comunista onde as alterações da produção se fazem no plano quinquenal e onde, portanto, não há desemprego (há subemprego e prateleiras vazias). Em economias como a nossa, mistas por assim dizer, se um sector tem uma produção excedentária, como a construção civil após anos a produzir para o stock de casinhas, para o stock rodoviário e para os moinhos de vento, é necessário algum tempo para reconverter e dar emprego a essa mão-de-obra excedentária – a não ser que um partido socialista esteja no poder e exista dinheiro estúpido disponível nos mercados de capitais para nos comprar dívida para financiar empregos públicos ou semipúblicos em empresas subsidiadas, após o que, quando se esgotar o dinheiro estúpido, voltaremos ao ponto de partida .

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