Interroguei-me na passada 6.ª feira sobre o
zelo selectivo do jornalismo de causas e em particular porque ainda não tinha desenterrado as datas dos contratos
swap de natureza especulativa e os nomes dos seus signatários, dos administradores das empresas que os contrataram e dos secretários de estado e dos ministros que os tutelavam na época.

Concedo que, entretanto, alguns jornais, incluindo o Expresso, noticiaram que Carlos Costa Pina, o secretário de estado do Tesouro de Teixeira dos Santos, e recém-indignado com as «mentiras» de Maria Luís Albuquerque, autorizou em Abril de 2006 um
swap da EGREP, considerado o mais especulativo, prevendo um
spread condicional de 4% se as taxas euro a 10 anos fossem inferiores às taxas a 2 anos. Puro jogo.
Exorto os militantes do jornalismo de causas, na clandestinidade até este governo tomar posse, a continuar a desenterrar os factos relacionados com os contratos
swap e, em particular, a publicaram integralmente o
despacho de Janeiro de 2009 do mesmo Costa Pina recomendando às empresas públicas a contratação de
«instrumentos de gestão de cobertura de risco em função das condições de mercado».
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