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25/08/2013

Exemplos do costume (14) - O que a inteligência nacional pensa é por vezes biblicamente estúpido

Como que a confirmar as preferências estéticas da «inteligência nacional», no mesmo jornal, umas páginas antes do exercício de lucidez de José Ferreira Machado, a escritora e directora da Casa Fernando Pessoa, Inês Pedrosa discorda do «cheque-ensino», que segundo ela beneficiaria os ricos porque «põe a escolha da escola na mão dos pais», e, talvez traída pelo seu subconsciente, como argumento a outrance, conta a anedota, que o velho Orwel poderia ter contado no seu «Animal Farm» - uma fábula sobre a União Soviética, pátria do socialismo que parte da «inteligência nacional» muito apreciou publicamente no passado e ainda hoje em privado - , do criador de porcos cansado de ser multado por inadequação da ração ter dito ao inspector: passarei a dar aos porcos «100 euros e eles vão comer onde quiserem».

É um bom exemplo de como as luminárias esquerdizantes vêem o povo ignaro e confundem a «igualdade» abstracta, utópica e inalcançável, imposta por um Estado colectivista por elas tutelado que iluminaria as mentes dos pobres e faria escolhas em seu nome, com a igualdade de oportunidades que um Estado liberal deve proporcionar aos seus cidadãos.

O que a inteligência nacional pensa é por vezes biblicamente estúpido.

1 comentário:

Anónimo disse...

O que aquela burra precisava era que a obrigassem a pôr a filha numa escola de um bairro social. Mudava logo de discurso. É incrível o que um bocadinho de experiência e conhecimento sobre o que se está a falar muda logo a forma de pensar das pessoas.

tina