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17/09/2011

CASE STUDY: a Madeira como região de culto (3) - Actualização

[Sequela de (1) e (2)]


A propósito da dívida cujo montante o Bokassa das Ilhas diz desconhecer, admitindo-se poder ser de 5 mil milhões (uns 18 mil euros por cada um dos seus súbditos, aos quais haveria de acrescentar-se outro tanto da dívida da República, se é que o Bokassa e os seus súbditos se dignam assumir a respectiva quota parte), o Alberto João produziu um conjunto de declarações dignas da família Soares e do seu desprezo por políticos ocasionais e sobretudo contabilistas que não contribuíram para a gloriosa história pátria. Mais nacos do seu prolixo pensamento:

«A questão não é essencialmente de número. A questão é porque é que se chegou aqui e o que é que se pretende agora fazer. A questão não é estar a brincar aos números, que pelo que vejo na cabeça de muita gente, variam todos os dias.

Até eu não posso pô-los porque não estão completamente apurados, porque há dívidas que não nos foram pagas, há dívidas que ainda não pudemos pagar e, portanto, é escusado estarem aí a esgrimir quando, nada está definitivo, nada está apurado.

Pretendo é que primeiro a banca não esteja a funcionar como um impedimento à assistência que é devida à actividade económica … tem que haver autoridade sobre a banca e esta tem que obedecer às orientações do Estado.»

O homem é um paradigma do homem novo socialista.

Ainda mais nacos:

«Nem paro com as obras, nem vou afastar ninguém da função pública. ... O PS e CDS e outros partidos não são mais do que marionetes nas mãos dos ingleses e capitalistas disfarçados de Esquerda, para fazerem que a Madeira volte para trás e o PSD saia do Governo.»

Com os 1,1 mil milhões saídos debaixo do tapete do Bokassa e os 0,6 mil milhões das dívidas da SESARAM e ViaMadeira que serão assumidas pelo governo regional, já vamos em 1,7 mil milhões de euros que obrigarão a corrigir os défices de 2008 a 2011 e constituem, até agora, um recorde do rácio de derrapagem de contas públicas - a dívida por obra e graça da capacidade de armazenagem do tapete bokassiano inchou uns quarenta por cento.

Perguntas:
  1. Onde andava o Tribunal de Contas para não ver uma cratera desta dimensão?
  2. Quando vai Alberto João ser preso ao abrigo do artigo 14.º da Lei Lei 34/87, de 16 de Julho?
  3. Será a dívida de 5 mil milhões ou de 8 mil milhões como nos garante o actual líder do PS, depois de ter demonstrado falta de acuidade visual durante os últimos 6 anos para ver a dívida deixada pelo seu governo? 

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