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21/09/2011

CASE STUDY: a Madeira como região de culto (4)

[Sequela de (1), (2) e (3)]


Depois de uma longa sesta, o Tribunal de Contas descobriu mais 220 milhões de euros escondidos debaixo do tapete do gabinete do Bokassa das Ilhas.

Em 2000 as dívidas da RMA foram praticamente anuladas pelo governo de Guterres. Desde então, foram transferidos do governo central 3,6 mil milhões, 2 mil milhões de fundos comunitários e 7,7 milhões de receitas de impostos da região. Se a isto somarmos o acréscimo da dívida de praticamente zero para pelo menos 5,2 mil milhões (ou 7,3 mil milhões segundo o PS local que, tal como o central, também deve ser fraco em aritmética), o governo do Bokassa terá torrado 18,5 mil milhões ou quase 70 mil euros por cada súbdito.

Não admira que o PIB per capita madeirense seja pelo menos uns 20% superior ao português. E não admira que os súbditos tenham votado maciçamente no Bokassa. Aliás, abrindo-vos a minha alma, admira-me mais só terem votado nele cerca de 90 mil, ou seja menos de 40% dos cerca de 232 mil eleitores inscritos nas últimas eleições em 2007.

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