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11/09/2011

Dez anos depois, um mundo menos perigoso

Por muito se questione, e por vezes com razão, a legitimidade e a prioridade estratégica da intervenção liderada pelos americanos no Iraque como resposta ao atentado de 11 de Setembro 2001, por muito se questione, em certos casos acertadamente, a condução político-militar dessa intervenção, é preciso reconhecer 10 anos depois que o mundo ficou melhor sem Saddam, o mundo árabe ganhou uma democracia frágil e problemática mas democracia, e a Qaida sofreu um pesada derrota e não produziu nenhum atentado dessa envergadura depois do de Atocha.

É igualmente preciso reconhecer que sem a reacção dos EU e as suas consequências geopolíticas dificilmente a influência totalitária e fundamentalista da Jihad daria lugar a um levantamento de inspiração secular e democrática da rua árabe a destronar os títeres em exercício.

É também preciso reconhecer, por muitas asneiras que Bush tenha cometido, e cometeu, nem o seu antecessor Clinton (que meteu o rabo entre as pernas com a morte de 18 americanos na Somália) nem o seu sucessor Obama teriam guts para reagir como George W. o fez. Obrigado George W.

Impertinente                Pertinente

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