Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista, em carta a Marcelo Caetano)

23/03/2011

CAMINHO PARA A INSOLVÊNCIA: Esquecei o défice olhai para a dívida

Como explicar que, segundo a versão de Sócrates e do pior dos melhores melhor dos piores ministros das Finanças da Zona Euro, a execução orçamental este ano esteja a correr sobre rodas e a dívida continue a crescer inexoravelmente? O stock da dívida aumentou 2,3 mil milhões em Fevereiro atingindo 153,9 mil milhões, admitindo o próprio governo que ultrapasse no fim do ano o limite previsto no OE?

A explicação é simples: o défice é facilmente aldrabado; a dívida é muito mais difícil (ver este exemplo). O défice reduz-se chutando despesas para o lado ou para a frente e espremendo os sujeitos passivos com aumento de impostos. A dívida não se pode esconder porque os credores não deixariam.

Sem comentários: