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08/06/2014

A atracção fatal entre a banca do regime e o poder (18) – É um caso de polícia

[Mais atracções fatais]

Quando se pensava que já se conhecia tudo sobre o escândalo do GES, a imprensa desvenda o regabofe do Banco Espírito Santo de Angola (BESA) participado maioritariamente (55,71%) pelo BES cuja administração não deu por nada.

Não vale a pena entrar aqui em pormenores (ver o Expresso deste fim de semana), é suficiente dizer que em 80% da carteira de crédito do BESA não se sabe para que foi utilizado o dinheiro, não existem garantias e até nem se sabe são os beneficiários ou, melhor, saber, sabe-se, não convém é dizê-lo. São membros da cleptocracia do MPLA instalados no complexo político-empresarial, incluindo administradores do BESA a começar pelo ex-CEO Álvaro Sobrinho que concedeu ele próprio mil milhões de dólares de crédito às suas empresas.

No total são cerca de 4,2 mil milhões de dólares, para os quais o BES, em risco de ver as suas contas contaminadas com as imparidades do BESA, conseguiu em desespero um aval, referido no prospecto do aumento de capital do BES, do Banco de Angola com a garantia do Estado angolano et pour cause.

Pergunto-me de que está à espera o BdeP para aplicar o Artigo 30.º do Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras sobre a «Idoneidade dos membros dos órgãos de administração e fiscalização» a todos os executivos do GES que desempenham cargos no BES?

1 comentário:

PSC disse...

Toca a sacar!É tudo e todos ao saque!Pobre Portugal!"Uma apagada e vil triteza"!