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26/07/2013

SERVIÇO PÚBLICO: Para além dos estereótipos crescimento vs austeridade

«Resolver a crise sem que os contribuintes alemães paguem um cêntimo de euro e sem premiar o risco moral … É um erro enorme acreditar que a Alemanha, por ser um país com excedentes, deverá pagar quer a dívida dos periféricos quer os investimentos que os nossos países necessitam» são algumas das ideias de Yanis Varoufakis, que com Stuart Holland e James Galbraith, apresentou uma plataforma que merece ser avaliada como uma alternativa à dialéctica esquizofrénica vácuo do «crescimentismo» vs «cul de sac» da austeridade:

«1) a conversão parcial da dívida soberana até 60% do PIB (o limite admitido pelo Tratado de Maastricht) através da emissão de obrigações por parte do BCE que, na prática, funcionará como um "intermediário";

2) o lançamento de um programa do tipo do "New Deal" norte-americano de investimentos produtivos através do Banco Europeu de Investimento (BEI) e do Fundo Europeu de Investimento (FEI) que se financiarão no mercado obrigacionista;

3) o uso exclusivo do Mecanismo Europeu de Estabilização para a recapitalização direta do sistema bancário, sem endividamento por parte dos governos. A dívida ao BCE contará para a dívida nacional, mas os empréstimos via BEI e FEI não

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