Recordando o
balanço no final do ano passado das décadas de gestão predominantemente socialista da câmara de Lisboa, à medida que a população da cidade vem diminuindo há meio século, a população dos funcionários da câmara vem aumentando a um ritmo ainda mais rápido até ter atingido 9.956 funcionários ou seja 1 por cada 55 residentes e o dobro de Madrid ou Barcelona, parqueados em cerca de 300 departamentos e divisões, que incluem:
- 330 arquitectos
- 303 juristas, cujo serviço se supõe seja dar parecer sobre os pareceres que a CML encomenda a gabinetes de advocacia privados, incluindo um a quem a câmara pagou 75 mil euros por um ano e 10 meses
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260 engenheiros civis
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170 licenciados em Economia, Gestão e Finanças
- 156 historiadores
- 146 licenciados em marketing
- 104 sociólogos
- 101 assistentes sociais
- 73 psicólogos
- 54 técnicos superiores de línguas e literatura
- 30 engenheiros agrários e agrónomos
- 17 médicos veterinários
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12 engenheiros químicos
Entretanto, o actual presidente António Costa, a pensar no seu futuro como secretário-geral do PS e primeiro-ministro, exercita-se no combate ao desemprego e
abre 103 vagas para: assistentes técnicos e administrativos (71), Arquitetura (12 vagas), licenciados em Ciências da Comunicação (2), Direito (6), Psicologia (7), Sociologia (4) e Engenharia mecânica (1).
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| Antevisão dos novos recrutas ocupando as vagas (Fonte: Early Office Museum) |
Percebe-se assim a ansiedade com que inúmeros opinantes (Pacheco Pereira, Miguel Sousa Tavares e muitos outros), inúmeros políticos desempregados, aposentados e carentes (Sócrates, Soares, Sampaio e muitos outros) e muitos utentes da
vaca marsupial pública aguardam a entronização do Escolhido, esperando que Tó-Zé não se afeiçoe ao lugar e perceba ser apenas um fiel depositário. Foi isso que lhe fizeram lembrar os inúmeros deputados do PS que abandonaram o parlamento na 5.ª feira passada para marcarem o ponto no lançamento da candidatura de António Costa, onde encontraram representantes das tralhas socrática e soarista, à mistura com o mais difuso sampaísmo e militantes sortidos a trabalharem para o futuro.