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14/07/2013

Pro memoria (122) – José Sócrates e o caso da Universidade Independente

A semana passada, a revista Tabu do Sol dedicou algumas páginas ao acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa sobre o caso da Universidade Independente. São mais de 2 mil volumes que documentam um dos maiores regabofes deste século. Há lá eventos que cobrem um grande número de artigos do Código Criminal. Até lá há declarações do director da Faculdade de Ciências a dizer que José Sócrates «não é engenheiro».

Imaginemos, por uma vez, Miguel Relvas e a sua licenciatura de «equivalências» no lugar de José Sócrates, a quem, recorde-se, esta excelsa Universidade Independente concedeu uma «licenciatura» em condições que, apesar da autocensura do jornalismo de causas, foram na época referidas. Quantos mais tambores teriam rufado, a quantas mais indignações teríamos assistido, quantas vestes teriam sido rasgadas?

Como explicar esta duplicidade de critérios do jornalismo de causas? Simples, meu caro Watson: He’s their son of a bitch.

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