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03/12/2014

AVALIAÇÃO CONTÍNUA: O governo de Netanyahu é o melhor aliado do Hamas (2) ou como manter os inimigos e alienar os amigos

Este post é uma espécie de sequela deste.

Secção Tiros nos pés


Como se fosse preciso convencer a Suécia, Reino Unido, Espanha e a França, que já estão convencidos, e muitos outros em breve a reconhecerem o Estado Palestino e a distanciarem-se cada vez mais acentuadamente de Israel, Binyamin Netanyahu e o seu governo aprovaram no dia 23 de Novembro um projecto de lei a submeter ao Knesset definindo Israel como «estado nacional do povo judeu» de onde parece resultar a negação aos árabes que representam um quarto do povo israelita os seus direitos como minoria nacional. Segundo a Economist, o projecto de lei omite a palavra «igualdade» e a «nacionalidade judaica» prevalece sobre «democracia».

Para Netanyahu e os seus correlegionários, uma vez mais, cinco chateaubriands, por estarem convencidos que o pior para os palestinos e os árabes em geral é o melhor para Israel e cinco bourbons por aí continuarem encalhados.

1 comentário:

Antonio Cristovao disse...

O que me parece que bate certo é considerar o Hamas como o "moço de fretes" do estado judeu. Nas alturas mais convenientes aí temos os lacaios a atirarem rockets para justificarem a destruição que vai ser mais profunda que a anterior (a UE logo paga outra!!).
Quando é necessário frustar mais uma negociação lá vem o Hamas servir para o justificar, com acções ou palavras ou com a desculpa que não se sentam com terroristas. Imaginando que a Mossad precisava dum infiltrado nos palestinianos imaginem como seria mais eficiente a sua actuação?
Agora comparem com o que faz o Hamas e comparem as duas listas.
Porque será que o Egipto não pode seguir com as opções do seu eleitorado?
Porque será que o Assad da Síria abana, destroi o país todo mas não cai?( e não toca no estado judaico...