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Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista, em carta a Marcelo Caetano)

23/06/2012

CASE STUDY: São os portugueses no futebol e os judeus nos prémios Nobel (e em várias outras coisas)

«O Europeu da Polónia e Ucrânia já deu o que tinha a dar; passaram às meias-finais as quatro equipas mais fortes da Europa, a saber, Portugal (10 milhões de habitantes, PNB à roda dos 240 mil milhões de US$), Espanha (40 milhões, 1400 mil milhões US$), Alemanha (90 milhões, 3600 mil milhões US$) e Itália (60 milhões, 2100 mil milhões US$). Se olhes juntarmos a França (65 milhões, 2700 mil milhões US$), estamos perante, de facto, as cinco super-potências do futebol europeu actual, e para uma representação suficiente da elite do futebol mundial só fica a faltar a Argentina e o Brasil. Que Portugal, com a incompetente e desorganizada gestão que o caracteriza, consiga andar metido no meio destes gajos há tanto tempo (somos a única equipa que passou sempre aos quartos-de-final nos últimos três europeus), é um milagre que não deveria merecer reflexão

Se a tese de maradona «Não gosto tanto de Portugal como do Sporting, mas está lá perto» lhe parece contraditória com o também «me sinto a viver num país de mentecaptos», é porque algo importante lhe está a escapar.

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