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17/06/2012

ARTIGO DEFUNTO: Incorrigível

Em jeito de demolição da tese de António Borges, Nicolau Santos, o pastorinho da economia dos amanhãs que (já não) cantam de serviço no Expresso, apresenta 4 exemplos de anúncios de recrutamento de profissionais qualificados: arquitecto com mestrado € 500; licenciado para fazer clipping de imprensa €485, dentistas € 650; engenheiro mecânico poliglota € 700. Supõe-se que estes exemplos demonstrariam a inutilidade da tese de Borges de que «a diminuição dos salários não é uma política é uma urgência»,

Imaginar que esse argumento deitaria por terra a tese de Borges é um insulto à inteligência dos leitores porque supõe que estes não percebem não estarem em causa os novos recrutamentos no sector privado, que se sabe serem já feitos há 2 ou 3 anos com salários reduzidos. Ao contrário, Borges só poderia estar a referir-se às centenas de milhar de profissionais com emprego vitalício, como os arquitectos ou os engenheiros que enxameiam as autarquias falidas, os espiões que também fazem clipping, os médicos que vêem metade dos pacientes que veriam nos seus consultórios privados, ou como o próprio Nicolau Santos e muitos outros com lugares cativos em empresas do complexo político-empresarial socialista.

Declaração de desinteresse:
Não sou admirador de António Borges já desde os tempos em que ainda tinha boa imprensa no Expresso e aqui se desmitificava a propalada vice-presidência do Goldman Sachs.

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