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04/12/2013

Estado empreendedor (78) – O fecho da torrefacção de Viana do Castelo acordou os adormecidos

É surpreendente as criaturas que hoje vociferam com o contrato de concessão dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo à Martifer e até insinuam negócios por baixo da mesa do ministro da Defesa – como a Ana Gomes, La Pasionária do Largo do Rato, que contudo não teve quaisquer dúvidas nos vários negócios que a Martifer fechou com e sob os auspícios dos governos de José Sócrates – se tenham quedado mudas durante décadas com:
  • O empurrão ao colapso financeiro dos ENVC dado pelo Governo Regional dos Açores, presidido pelo inefável Carlos César, que por razões fúteis modificou o projecto original do «Atlântida» de 80 para 700 lugares, e de seguida recusou aceitar o navio por não cumprir os requisitos de velocidade em consequência dessa alteração;
  • Os delírios subsequentes de Sócrates de venda do «Atlântida» ao amigo coronel Chávez, venda de patrulhas (ou «navios petroleiros e plataformas») ao Brasil, ideia parida por Marcos Perestrello - cuja voz também se faz agora ouvir em protesto;
  • Os resultados da incompetência e negligência de governos desde Cavaco até Sócrates foram anos sucessivos de perdas que avolumaram o passivo dos ENVC até quase 300 milhões de euros e consumiram os capitais próprios deixando-os negativos em 140 milhões, apesar de 200 milhões de euros de dinheiro dos contribuintes injectados na torrefacção de Viana.
Pergunta Ricardo Arroja «por que razão não conseguiu o Governo atrair mais interessados para a subconcessão?» É ver o que aconteceu à construção naval em praticamente toda a Europa. Quem pode estar interessado numa empresa sem notoriedade, sem carteira de encomendas, ineficiente, com pessoal envelhecido e mal preparado numa indústria extremamente competitiva?

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