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11/11/2011

SERVIÇO PÚBLICO: Curto prazo vs longo prazo

Sem surpresa, o governo está a chegar à conclusão que os fundos de pensões da banca são insuficientes para cobrir as responsabilidades a transferir para a SS. Com o rigor habitual, a insuficiência pode rondar 1 milhão ou … o dobro. Vai ser um jogo da corda interessante de seguir.

Por um lado, o governo em estado de necessidade de curtíssimo prazo com o buraco orçamental Sócrates-Jardim para tapar, por outro, a banca em estado de necessidade de longo prazo com o buraco dos fundos para tapar. Considerando o estado dos capitais próprios da banca, já delapidados com a dívida grega (da qual entidades portuguesas detêm 10%, logo a seguir à França com 54% e à Alemanha com 19%) e agora ainda mais delapidados com o colapso em curso da dívida italiana, não se vê a banca a facilitar a vida ao governo e reforçar os fundos com 1 ou 2 mil milhões. A não ser que.

A não ser que a coisa seja compensada com a operação de recapitalização da banca comprando o governo as acções a cotações as if (as if estivéssemos em 2007, ou 2008, ou como se os bancos estivessem devidamente capitalizados…).

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