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14/11/2011

DIÁRIO DE BORDO: «Nós precisamos de valorizar cada vez mais a palavra, para que quando ela é proferida possamos acreditar nela».

Aviso aos incautos: as frases seguintes são de Passos Coelho, depois de eleito presidente do PSD e antes de formar governo, e foram recolhidas neste vídeo pelo blogue Aventar. Algumas das frases retidas são meras opiniões sobre a governação de José Sócrates. Eventualmente, outras, poderão ter sido retiradas do contexto e significar algo diferente da sua interpretação literal. Seja como for, muitas delas reflectem uma notável discrepância, para não dizer contradição, com o que disse que faria e o que tem feito Passos Coelho no governo. Em muitos casos, o que disse que faria era infazível na situação real do país e, por isso, não deveria ter sido dito.

Como aqui no (Im)pertinências costumamos escrever, quem aplaudiu ou meramente silenciou durante 6 anos as políticas desastrosas, as mentiras, as meias verdades, a manipulação, as trapalhadas, os golpes, o abuso de poder, do governo de José Sócrates não tem moral para criticar Passos Coelho enquanto não fizer retroactivamente a mesma crítica a José Sócrates e ao seu governo.

O governo está a alienar participações como quem vende os anéis para ir buscar dinheiro.
Nós não podemos aumentar mais esta receita aumentando mais impostos.
Estão a preparar para aumentar a carga fiscal … reduzindo as deduções … em sede de IRS.
Tratar os portugueses à bruta e de lhes dizer agora não há outra solução.
Tributar mais o capital financeiro? Com certeza que sim.
Não se pode manter o país a gerir a austeridade sem reforma estrutura, sem crescimento.
A política de privatizações nos próximos anos em Portugal será criminosa se visar apenas vender activos ao desbarato para arranjar dinheiro.
… com uma condição: a de não trazerem um novo aumento de impostos, nem directo nem encapotado.
Do nosso lado, não contem com mais impostos.
Nós precisamos de valorizar cada vez mais a palavra, para que quando ela é proferida possamos acreditar nela.
Espero, como futuro primeiro-ministro, nunca dizer ao país ingenuamente que não conhecemos a situação. Nós temos uma noção de como as coisas estão.
Não podemos por «reformistas» e pensionistas a pagar…
Se vier a ser necessário algum ajustamento fiscal ainda, a minha garantia é de que ela seria canalizada para os impostos sobre o consumo e não sobre os impostos sobre o rendimento das pessoas.
Já ouvi o primeiro-ministro dizer infelizmente que o PSD quer acabar com muitas coisas e também com o 13.º mês mas nós nunca falámos nisso e isso é um disparate.
O que o país precisa para superar esta situação de dificuldade não é de mais austeridade. Portugal já vive em austeridade.
O PSD acha que o aumento de impostos que já está previsto por este governo já é mais do que suficiente. Não é preciso fazer mais aumentos de impostos.

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