Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista, em carta a Marcelo Caetano)

20/10/2011

DIÁRIO DE BORDO: Ainda hoje estou espantado

Sábado passado, li no Expresso uma pequena crónica com o título «Amanhã, vou comprar um iPad» onde a certa altura Maria Filomena Mónica, numa inesperada evasão intimista, escreve esta frase para mim surpreendente:
«Na minha família, era considerado de mau gosto tocarmo-nos. Após uma estadia prolongada fora de casa, a minha mãe podia condescender em fazer-nos uma festa no cabelo, mas não me recordo de ter tido outros afagos.»
Criado numa família e criando duas famílias onde as pessoas frequentemente se tocam, beijam e afagam (e até se batem, com menos frequência), dei comigo a imaginar os alçapões freudianos por onde se afundam as mentes das criaturas duma família em que isso é considerado mau gosto. Talvez isso explique as «confissões» de gosto duvidoso do seu «Bilhete de identidade».

Sem comentários: