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10/10/2011

CASE STUDY: a Madeira como região de culto (6)

[Sequela de (1), (2), (3), (4) e (5)]


Sem surpresas, salvo para os distraídos crónicos, o presidente-rei Bokassa foi reeleito com a ajuda de todos os governos da República pelo menos desde Cavaco Silva passando por Guterres, Barroso e Sócrates. Santana Lopes não chegou a aquecer a cadeira e Passos Coelho ainda tem o lugar frio.

Sem essa preciosa ajuda, consistindo em donativos pagos com dinheiro dos contribuintes europeus e dos sujeitos passivos do contenente e olhos bem fechados para as contas, os abusos de poder e os tentados às liberdades, Alberto João Jardim não teria comprado durante 3 décadas o voto dos madeirenses e porto-santenses. É estranho? De modo algum. Imaginemos um Alberto João a liderar um qualquer partido do contenente e a conseguir ousadamente sacar dinheiro a Bruxelas e, cereja em cima do bolo, afagar o nosso ego de pedintes sem vergonha insultando a Comissão, o Parlamento e os contribuintes europeus. Quem julgam que ganharia as eleições?

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