Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista, em carta a Marcelo Caetano)

11/11/2014

CASE STUDY: Um reflexo condicionado pavloviano recorrente (2)

Afinal o reflexo condicionado pavloviano dos nossos opinion dealers, ministros da Educação passados, presentes e futuros, deputados da maioria e da minoria, intelectualidade vária e outras forças vivas da Nação às considerações de Angela Merkel sobre o suposto excesso de licenciados, não é totalmente comparável à experiência de Ivan Pavlov, diferentemente do que escrevi aqui.

Vejamos o que terá dito Angela Merkel, segundo as investigações descritas no blogue Com jornalismo assim, quem precisa de censura?... de onde se conclui ter a Lusa atribuído à Bloomberg o que na Bloomberg não se encontra citado, nem lado nenhum na imprensa internacional. O que Angela Merkel disse foi:
«Ich bitte Sie alle, auch in Ihren Ansprachen in Schulen und mit Jugendlichen immer wieder deutlich zu machen: Die berufliche Ausbildung ist eine herausragende Voraussetzung, um ein weiteres Leben im Wohlstand führen zu können. Man muss nicht unbedingt studiert haben. Das ist ganz, ganz wichtig. Wir werden alles, was in unserer Macht steht, tun, auch die OECD, die uns ja viele sinnvolle Zahlen zur Verfügung stellt, immer wieder einmal zu ermahnen, dass es kein Abstieg ist, wenn der Sohn oder die Tochter eines Facharbeiters wieder eine Facharbeiterausbildung absolviert und anschließend Meister oder ein guter Facharbeiter wird. Das gilt heute schon international nicht als Aufstieg, und es heißt dann, dass das Bildungssystem versagt. Diese Bezogenheit auf das Hochschulstudium als das Nonplusultra jeder gelungenen beruflichen Karriere ist etwas, was wir natürlich wegbekommen müssen. Ansonsten werden wir Ländern wie Spanien und Portugal, die viel zu viele Hochschulabsolventen haben und heute nach der beruflichen Ausbildung schauen, nicht beweisen können, dass das gut ist».
Usai pois o tradutor do Google e vereis que o que se escreveu nos mídia portugueses e as indignações das luminárias tem tanto a ver com o que disse Angela Merkel como o toque de campainha do cão de Pavlov tem a ver com a buzina do automóvel que o atropelou.

1 comentário:

Antonio Cristovao disse...

Alem de ridículos penso que alguns comentadores têm uma agenda própria, que não inclui a mais basilar regra de quem informa : a verdade antes de tudo.