Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista, em carta a Marcelo Caetano)

08/11/2014

TIROU-ME AS PALAVRAS DA BOCA: Salvemos a PT dos seus salvadores

«Não acham que esta coisa de andarem a assinar manifestos sobre temas económicos com pessoas que vão do Bloco de Esquerda ao CDS-PP apenas dá razão aos seis ou sete liberais genuínos deste país, que há muito garantem que no que à economia portuguesa diz respeito aquilo que contínua a imperar é um pensamento único e uma visão centralista e clientelar do Estado?» («Apelo para não resgatar a PT» de João Miguel Tavares no Público)

Por falar do albergue espanhol que é o grupo de signatários do «Apelo para resgatar a PT», unidos pela visão centralista e clientelar do Estado, não carecem de explicação as assinaturas dos antigos e actuais adeptos da economia estatal e inimigos da economia de mercado, nem mesmo, concedo, as daqueles que Estaline chamaria «idiotas úteis» (mais ou menos metade dos 14 signatários). O caso de Pacheco Pereira será um híbrido destes dois perfis, temperado pela frustração de ainda não ter conseguido ser o guru do poder, depois do ensaio falhado com Cavaco Silva nos anos 80.

Restam os casos de Diogo Freitas do Amaral e António Bagão Félix para os quais, como em tempos admiti, a explicação pode ser o CDS ser um viveiro de socialistas eméritos que ao aproximar-se a terceira idade fazem o coming out. Nessa óptica, estranha-se a falta das assinaturas de Adriano Moreira e de Basílio Horta (talvez tenha substabelecido em Ricardo Bayão Horta).

Sem comentários: