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07/11/2014

SERVIÇO PÚBLICO: As armas químicas inexistentes de Sadham afinal sempre existiam? (2)

Recapitulando: há vários mitos relacionados com a segunda intervenção no Iraque da coligação liderada pelos Estados Unidos. O ano passado tratámos do mito das 120 mil mortes causadas pela intervenção que afinal serão menos de 14 mil e admitimos a «ficção de inexistentes armas de destruição maciça» para justificar a intervenção.

Entretanto, a ficção foi posta em dúvida, pelo menos quanto às armas químicas, porque foram encontradas abundantes provas da sua existência, segundo as conclusões do New York Times o mês passado (ver artigo The Secret Casualties of Iraq’s Abandoned Chemical Weapons).

Entretanto, o Pentágono confirmou agora que desde 2003 mais de 600 soldados americanos tiveram uma exposição a armas químicas (ver artigo More Than 600 Reported Chemical Exposure in Iraq, Pentagon Acknowledges do NYT) . Contudo, essas armas eram dos anos 80, estavam inactivas e em degradação. De onde se pode concluir que o móbil próximo da intervenção no Iraque continua com pouca sustentação e as armas químicas existentes seriam sobretudo perigosas para o exército de Sadham.

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