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28/11/2014

QUEM SÓ TEM UM MARTELO VÊ TODOS OS PROBLEMAS COMO PREGOS: O alívio quantitativo aliviará? (6) Nem os seus adeptos parecem saber

Por razões que só ele saberá, Simon Baptist, o economista-chefe da Economist, um locus notoriamente adepto do alívio quantitativo e, por consequência não linear, das medidas inflacionistas de combate à deflação, seja qual for a sua génese, divergiu da doutrina dominante e escreveu na letter de ontem esta asserção tão desconforme quanto inesperada:

«Two weeks ago I wrote about the battle to banish deflation from Japan, the EU and in China. One of the driving factors for weak price pressures in these places is demographics. Economists may need to revise their ideas about what level of inflation is desirable and achievable in a situation when there are fewer workers producing alongside fewer consumers chasing the economy's goods and services. Deflation could well be inevitable and not something to be afraid of. This is a topic that academic and central bank economists will need to address.»

Lá se vai mais uma vaca sagrada para o brejo, como dizem os brasileiros. Já não há respeito pela doutrina dominante.

E, falando de alívio quantitativo, se parece haver dúvidas que só por si promova o crescimento sustentado da economia, parece não haver lugar para dúvidas que promove o crescimento dos lucros e das cotações. Ou seja, talvez promova a bolha a que se seguirá o próximo crash.

Fonte: Economist Espresso via e-mail

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