Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista, em carta a Marcelo Caetano)

20/10/2012

Se não fosse pedir muito, gostaria que me explicassem

Gostaria que me explicassem qual o propósito de uma agência estatal financiada com dinheiro dos contribuintes entrevistar um ex-militar do braço armada da ditadura fascista e do exército colonial que massacrou os combatentes da liberdade (esta tirada é dedicada a esquerdalhada) que fez parte da cúpula das FP-25, uma organização política clandestina e criminosa, responsável por levar a cabo vários atentados, que incluiram mais de uma dúzia de assassínios, em plena vigência de um regime democrático.

Se não fosse pedir muito, gostaria também me fosse explicado qual o propósito de distribuir pelos mídia os delírios da criatura em causa, Otelo Saraiva de Carvalho, que atribui à tropa o papel de «guardiã da constituição» e avisa que «está latente» uma nova revolução, que não será pacífica e até já fez apelos a golpes de Estado e ao derrube do governo.

É caso para perguntar a essa gente que passa a vida a babar-se com a Constituição, se por acaso o homem, que não deve estar a pensar fazer uma revolução sozinho lá em casa, não está a incentivar uma associação para «promover a violência» (artigo 46.º do manual).

Sem comentários: