Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
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21/10/2012

ARTIGO DEFUNTO: Um colunista preguiçoso

Miguel Sousa Tavares tem o direito a exprimir todas as opiniões que entender. Tem mesmo a obrigação de o fazer porque o Expresso lhe paga para isso. MST tem até o direito de distorcer factos e cometer erros clamorosos, embora tenha a obrigação profissional de não o fazer.

Porém, ao distorcer factos e escrever asneiras dá o direito à blogosfera, que ele tanto despreza do alto da sua pesporrência, de o classificar como um colunista preguiçoso, como o fez há tempos o 31 da Armada. Nós aqui no (Im)pertinências, apesar de não darmos importância especial às patacoadas de MST – uma gota de água no oceano da incompetência e manipulação descarada do jornalismo de causas que infesta os mídia - já as exemplificámos em diversas ocasiões, como aqui, aqui, aqui, aqui ou aqui. Vou acrescentar mais umas quantas no seu último comentário no Expresso, mas apenas o faço porque a mente conturbada de MST as classifica explicitamente como «factos».

No seu «facto 1», onde escreveu «pagando juros pela ajuda de 4% ou 4,5%», deve ler-se juro ponderado de 3,5%, inferior ao que se pagava antes da crise, e acrescentar-se que maturidade média são cerca de 7 anos, o que compara com juros superiores a 4% para maturidades curtas nas emissões recentes tomadas na sua maior parte pelos bancos portugueses que ao fazerem um favor ao Estado omnipotente usam recursos que deveriam estar disponíveis para financiar a economia.

No seu «facto 2», onde escreveu que a Grécia «já recebeu 3 vezes mais dinheiro da troika do que nós … que conseguiu … o prazo … prolongado … e a dívida perdoada em metade» deveria ter escrito recebeu duas vezes mais, o prazo foi prolongado como o de Portugal e foi perdoada em um terço da dívida. Onde escreveu «a ver os alemães a financiarem-se a 0% de juros para depois nos emprestarem a 5%», deveria ter escrito a juros negativos e participarem em menos de 30% dos empréstimos da troika a taxas médias de 3,5%.

O resto dos «factos» não são factos são opiniões avulsas a maioria delas baseadas em elucubrações conspiratórias.

2 comentários:

Anónimo disse...

Com jornalistas medíocres como este, como podemos esperar que o país também não esteja numa situação medíocre?

Tina

Anónimo disse...

O que eu acho estranho é que Teresa Caeiro tenha casado com ele. Ela parece 1000 vezes mais inteligente do que ele.

tina