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31/12/2010

SERVIÇO PÚBLICO: Na Europa, jogando no campeonato chinês

Um dos nossos dilemas resulta de 75% das exportações ter como destino a UE (dados de Out. 2009-Set. 2010 do Boletim Mensal de Estatística de Novembro do INE) e nosso concorrente principal ser a China.

Ou seja, produzimos e exportamos bens de baixa e média tecnologia em que mais de metade em valor das exportações está em concorrência directa com produtos chineses fabricados com incorporação de mão-de-obra custando menos de 1/3 da portuguesa (ao salário mínimo português de 475€ contrapõe-se o chinês de 130€). Não somos competitivos face aos nossos parceiros, porque temos uma produtividade de 1/3 da alemã ou francesa e não somos competitivos face à China porque, apesar de uma produtividade maior, temos custos de mão-de-obra muito mais elevados.

Por falar em comércio externo, convém mitigar as comemorações sobre a melhoria da balança comercial que no período Out. 2009-Set. 2010 diminuiu, de facto, face ao período homólogo anterior o saldo negativo de 20,1 para 19,9 mil milhões, porque a taxa de cobertura pelas exportações continua a um nível insustentável (64%).
[Gráfico daqui]

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