Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista, em carta a Marcelo Caetano)

16/12/2010

Coisas que ficaram por dizer

«Há uma coisa que me surpreende: como é que um país como os Estados Unidos tem um sistema de segurança que afinal é tão frágil, que permite que os telegramas confidenciais, secretos, reservados, enviados pelos embaixadores que têm em todas as partes do mundo se tornem acessíveis desta forma, para mim essa é a grande surpresa», comentou Cavaco Silva, na sua encarnação de candidato a presidente.

Cavaco Silva poderia ter acrescentado que, em contrapartida, não ficou nada surpreendido pela divulgação nos jornais dos nomes dos espiões portugueses há meia dúzia de anos, do anúncio público da demissão do espião-mor, por sinal membro duma outra sociedade secreta (a Grande Loja Regular de Portugal), dias antes da cimeira da NATO e da sua anunciada contratação pelos cabeças de turco dos Espíritos.

Sem comentários: