Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista, em carta a Marcelo Caetano)

23/12/2010

Lost in translation (79) – Rigor? Já fizemos engenharia orçamental no passado. Voltaremos a fazê-lo no futuro, queria ele dizer (XVII)

O Tribunal de Contas no seu parecer sobre a Conta Geral do Estado de 2009 «mantém reservas quanto aos valores inscritos», sublinha que «doze anos após a sua aprovação, o Plano Oficial de Contabilidade Pública (POCP)continuou a não ser aplicado pela generalidade dos serviços integrados do Estado e por uma parte dos serviços e fundos autónomos», refere «despesas sem dotação orçamental suficiente» e a consequente transição para os anos seguintes de «elevados montantes de encargos assumidos e não pagos», e sublinha a impossível comparabilidade devido à «constante alteração do universo dos organismos abrangidos pela Conta» e à alteração de critérios contabilísticos e a inexistência de informação final sobre a execução orçamental de algumas entidades.

É a mercearia contabilística, ainda muito distante da sofisticada trapaça grega.

Sem comentários: