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04/12/2010

CAMINHO PARA A SERVIDÃO: PT, uma rameira do regime - o epílogo do fundo de pensões

aqui escrevi sobre a transferência do fundo de pensões da PT para a segurança social com o propósito de encher um pouco do buraco do défice. Segundo a estimativa a olho por cento que então fiz, a insuficiência de cobertura do financiamento das responsabilidades do fundo não será inferior a 1,4 mil milhões de euros, dando de barato que os dados actuariais são fiáveis (não devem ser) e que a taxa de desconto adoptada de 5,5% seja atingível pela rentabilidade dos activos do fundo (nem por milagre).

O acordo entre o governo e a administração da PT ficou fechado na 5.ª feira por 2,8 mil milhões, um valor muito abaixo do valor total actual das responsabilidades com pensões. É um excelente negócio para a PT e os seus accionistas que se viram livres de responsabilidades por um preço mais de mil milhões de euros abaixo do custo provável e é um péssimo negócio para a segurança social, isto é para os actuais e futuros pensionistas.

É mais uma operação a adicionar aos desastres das transferências de responsabilidades para a CGA desde 1996 cujos fundos, segundo as estimativas do Tribunal de Contas, já têm valores inferiores em 1,3 milhões aos da constituição. É a consequência do aumento das pensões, da redução das contribuições e das menos-valias registadas nos activos. O quadro seguinte publicado ontem pelo Sol é bastante elucidativo a este respeito.

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