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12/12/2010

O problema da corrupção não é só moral (2)

Segundo o Global Corruption Barometer 2010 da Transparency International, 75% dos portugueses consideram que as acções do governo para combater a corrupção são ineficazes e 83% têm a percepção que a corrupção aumentou no último ano, contra 73% dos europeus e 56% a nível mundial. Isto faz de Portugal o 5.º país entre 86 que foram objecto do inquérito onde a corrupção mais terá aumentado.

As instituições que se apresentam aos olhos dos portugueses como mais corruptas são os partidos com 4,2 numa escala de 1 (nada corrupto) a 5 (extremamente corrupto).


Se a corrupção fosse grave apenas por razões morais e éticas já seria mais do que suficiente para merecer a nossa atenção. Mas não é grave só por isso. É igualmente grave porque a corrupção é um factor de distorção do racional das escolhas económicas, que passam a ser feitas, não com base dos benefícios líquidos previstos, empresariais ou públicos, que delas se esperam que resultem, mas com fundamento no interesse de pessoas ou grupos que não têm legitimidade para intervir nessas escolhas.

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