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13/05/2016

SERVIÇO PÚBLICO: Da discussão nasce a luz, mas para isso não servem lâmpadas fundidas

«A impressionante dimensão que o caso das escolas com contratos de associação está a tomar, quer na opinião pública quer em múltiplas intervenções políticas, justifica-se por uma só razão: este é uma discussão que interessa tanto à esquerda como à direita alimentar. A esquerda, por uma vez, pode afirmar as suas convicções ideológicas ao mesmo tempo que argumenta com a necessidade de diminuir a despesa pública (uma extraordinária raridade). A direita, por seu lado, consegue pôr-se ao lado de vários grupos de pessoas que se manifestam ruidosamente contra o governo sem serem sindicalistas (uma raridade extraordinária, pois até agora só tinha havido devoluções de rendimentos, coisa pouco dada a exibições públicas de desagrado). Há muito tempo que não víamos Pedro Passos Coelho tão mexido, e não é certamente por acaso.»

Vale a pena ler o resto de «Contratos de associação, sim ou não? Nim» de João Miguel Tavares

1 comentário:

Anónimo disse...

E estamos a perder tempo com 3% das escolas privadas!