Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista, em carta a Marcelo Caetano)

11/05/2016

DIÁRIO DE BORDO: Um pilrito-das-praias alemão e duas andorinhas muçulmanas

É provável que o atentado de ontem na estação de Grafing perto de Munique, com uma vítima mortal e três feridos graves, perpetrado por um alemão de 27 anos aparentemente demente gritando Allahu akbar e clamando infiéis!, não passe de um caso psiquiátrico isolado. Não obstante, é mais um pequeno prego no caixão da convivência entre confissões religiosas em um dos poucos países da Europa com uma política de abertura às ondas de refugiados de confissão islâmica. Resultando essa política de uma atitude mais do coração do que do cérebro, nas circunstâncias actuais não lhe auguro grande futuro.

Se a chegada de um pilrito-das-praias não faz o Inverno, a chegada de duas andorinhas não faz a Primavera. Não obstante, ocorre-me citar como primeira andorinha um festival em curso até 14 de Maio em Fez, Marrocos, designado «Femmes Fondatrices» e dedicado a várias mulheres, incluindo Fatima Fihriya, fundadora no ano 859 da madrassa el-Qaraouiyyîn, também com funções de ensino superior e hoje considerada a mais antiga universidade ainda em funcionamento.

Como segunda andorinha, ocorre-me a eleição para mayor da Grande Londres (uma imensa área urbana com mais de 9 milhões de habitantes em dezenas de comunidades étnicas e religiosas que falam dezenas de línguas) de Sadiq Khan, muçulmano, membro do partido Trabalhista (foi a única vitória trabalhista no meio do desastre eleitoral de Corbyn), apoiante da causa gay (não havia necessidade…), que diz de si próprio «sou londrino, europeu, britânico, inglês, de fé islâmica, de origem asiática, de herança paquistanesa, pai e marido».

3 comentários:

Anónimo disse...

Mas para quê ralar?
Portugal continental tem menos gente do que Londres e tem um chefe de origem goesa.
Está ela por ela.

Anónimo disse...

PS: Não é pilrito-das-praias nem andorinha. Mas gosta do andor.

Anónimo disse...

O Goês não é muçulmano, mas ouvi que confessa-se grego, uma religião fundamentalista e suicida actualmente.