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27/05/2016

Chávez & Chávez, Sucessores (45) – Ponto de situação: no hay comida

Outras obras do chávismo.

«Estado de excepção e de emergência económica» em todo o país durante 60 dias, decretado por Maduro no dia 16. Rejeitado pelo parlamento no dia seguinte, continua porque para Maduro o parlamento só vale se tiver maioria do Partido Socialista Unido da Venezuela (na composição actual tem 55 deputados contra 112 do MUD) e há sempre o Supremo Tribunal composto por apparatchiks do chávismo. Maduro nem se dá ao trabalho de disfarçar e anuncia: «a Assembleia Nacional (AN) da Venezuela perdeu vigor político. É questão de tempo para que desapareça».

Manifestações, Caracas fortificada e repressão violenta deixam o país «entre o caos e a ditadura».

Às prateleiras vazias junta-se o colapso do sistema de saúde, crianças morrem sem medicamentos. «Estudantes que ficam vários dias sem aulas (práticas, porque não há materiais; teóricas, porque os professores não são pagos a tempo e horas e decidem faltar), os estabelecimentos públicos que, para poupar energia, só abrem dois dias por semana (deixando empregados sem ordenado e pessoas sem serviços), a falta de água e os cortes de luz de 4h por dia na maioria das casas de quem lá vive.» (Expresso)
Economist
Como chegou a Venezuela a este ponto? Segundo o eurodeputado comunista João Pimenta declarou no Parlamento Europeu a explicação é simples: «As forças mais reaccionárias e facínoras (...) o imperialismo Norte-Americano, o estigma neocolonialista europeu e as oligarquias monopolistas, não perdoam o povo venezuelano que há 18 anos afirma a vontade de romper com um passado de exploração, empobrecimento e políticas neoliberais.» De onde, se quereis saber como seria o Portugal governado pelo PCP, olhai para a Venezuela.

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