Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.
» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)

03/05/2016

Dúvidas (156) – Um pastorinho da economia dos amanhãs que cantam teve uma epifania?

Correndo o risco de ser expulso da Mouse School of Economics, Nicolau Santos, o pastorinho da economia dos amanhãs que cantam preferido do (Im)pertinências, escreveu sob o inacreditável título «Temos de ser uma Irlanda em termos fiscais» um texto ainda mais inacreditável do qual respigo um excerto blasfemo:

«… não deixa margem para dúvidas: a fiscalidade em Portugal está no seu máximo e alguma dela começa já a mostrar os efeitos da curva de Laffer, ou seja, quanto mais se aumentam os impostos sobre certos produtos menos receita produzem. Por isso, só saímos do garrote fiscal controlando a despesa e entrando decididamente na concorrência fiscal que se pratica na Europa.»