Afinal, virá a ser «uma espécie de parque de estacionamento de algumas companhias aéreas (e) actualmente há uma média de 3 a 5 aviões por semana ali estacionados», disse à TSF o actual director.
Parece mal (e até ridículo, tratando-se do empreendedorismo estatal) ser o próprio a realçar outra vez as suas capacidades preditivas, mas o certo é que há 7 anos escrevo sobre este paradigma da economia socialista e há 5 anos ilustro os posts com esta imagem agora substituída por outra mais apropriada ao estacionamento.
Há uma explicação muito simples para estes projectos saírem furados: as luminárias que os inventam e os políticos que os aprovam não põem o dinheiro onde põem a boca. Por duas razões: (1) o único dinheiro que têm (às vezes muito, veja-se o caso do preso 44) vem de sinecuras, negócios estatais ou corrupção pura e dura; (2) nunca lançaram nenhum negócio próprio, nem sequer um quiosque para vender jornais.