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23/04/2016

ESTADO DE SÍTIO: Apesar de a maioria dos portuguesas(es) não se importarem, também não aprecio que a geringonça me tome por parvo

 «Sinceramente, não levo a mal que este Governo mantenha a austeridade e, ao contrário do que prometera, não vire página nenhuma. Concedo que alguns funcionários públicos e pensionistas ficarão menos mal, outros na mesma e outros com uma diferença tão pequena que se sentirão na mesma.

Também não levo a mal que o Governo tente disfarçar o mais possível que a austeridade não acabou. Pois se ele foi empossado com base na necessidade de acabar com ela, como explicar agora que, afinal, ela continua? É, pois, relativamente normal que assim proceda.

O que já me afeta um pouco, mas não tanto que chegue para me irritar, é que o Governo nos tome por parvos. Porque a esmagadora maioria de nós não somos, nem os letrados, nem os iletrados; nem os privilegiados nem os necessitados. Não somos parvos e percebemos que aqueles que diziam que a crise estava para durar tinham e têm razão.
»

Excerto de «Viva! A austeridade continua!» de Henrique Monteiro, no Expresso Diário

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