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06/04/2016

A maldição da tabuada (29) – A multiplicação dos emigrantes (III)

Lembram-se das multiplicações que a esquerdalhada e o jornalismo de causas se dedicaram a fazer durante os anos do governo PSD-CDS dos exércitos de emigrantes que o governo neoliberal maldosamente expulsou do país? Os resultados mais moderados do agitprop andavam pelos 500 mil e alguns tresloucados falavam até em perto de um milhão. As estimativas aqui no (Im)pertinências baseadas no INE andavam pelos 200 mil.

Foi por isso com surpresa que li o Expresso (jornal de «referência» que também alinhou nos delírios) a citar pela primeira vez estimativas mais credíveis a partir do «Emigration Factbook 2015» do Observatório da Emigração. Segundo as Nações Unidas, o número de residentes no estrangeiro nascidos em Portugal teria aumentado de 2.098.897 em 2010 para 2.306.321 em 2015, ou seja 207 mil, número em linha com a estimativa do Eurostat de 210 mil para o período 2008-2013.

Curiosamente, o próprio Observatório da Emigração estima 687 mil emigrantes no período de quatro anos 2011-2014, número desalinhado com as estimativas das Nações Unidas e do Eurostat. Como explicar a diferença? As Nações Unidas e o Eurostat consideram a emigração permanente e o Observatório da Emigração que alimenta as estatísticas de causas do agitprop deu-lhe jeito adicionar a emigração temporária. E assim se condicionam as meninges dos residentes.

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