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16/04/2016

DIÁRIO DE BORDO: Grande Auditório Gulbenkian, o Pequeno Met dos tesos (8)

Sondra Radvanovsky, a Elisabetta de «Roberto Devereux» de Donizetti
Interpretações excelentes e uma superlativa: a Elisabetta de Sondra Radvanovsky. Enfim, superlativa para um amante de ópera como aqueles provadores que, por um misto de falta de talento e excesso de apreciação de vinho, dispensam aqueles rituais de olhar para o rótulo, cheirar a rolha, abanar o copo, cheirar o vinho, meter um trago na boca e cuspir o precioso néctar, passam directamente à 5.ª fase e esquecem a 6.ª.

Não tem nada a ver com as provas, mas quando a câmara passeou pela audiência do Met pareceu-me ver o professor Marcelo com o seu olho brilhante a olhar para a objectiva como que a dizer «estou aqui», sentado ao lado da «eterna namorada». Comentei a sotto voce para a minha «eterna patroa»: o Marcelo está ali no Met! Respondeu-me que o Marcelo está em todo lado menos no Met e que eu estava a ter visões telepáticas.

Quando voltei a casa fui conferir a agenda do professor Marcelo. Ao contrário dos outros dias, em que tinha três, quatro, cinco, até nove eventos, hoje não tinha nada. É bem possível que estivesse em NY, a tempo de regressar para amanhã ir a Coimbra visitar a sede da Associação Académica de Coimbra, a República dos Fantasmas, Sala 17 de abril e acabar o dia jantar na Residência da Alegria (juro! é isso que ele tem na agenda).

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