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06/10/2014

TIROU-ME AS PALAVRAS DA BOCA: Coisas que outros escreveram sobre Costa, as quais, por isso, já não precisam de ser escritas (5)

Outras coisas: «Para mim Costa não é um mistério», (2), (3) e (4).

«Na sala do clube acotovelavam- se os empresários de Portugal na expectativa da divulgação dos resultados eleitorais das primárias do PS.

António José Seguro tinha esclarecido que, se formasse governo, o primeiro problema a atacar seria o do desemprego, combatido através do crescimento da economia, assente em três eixos: o dos sectores tradicionais (têxteis, calçado, moldes, mobiliário, etc.), o da agricultura e o da economia digital.

Já António Costa tinha elegido como primeira prioridade lançar um programa de recuperação económica e social, assente em quatro valências: a da eliminação da asfixia ao financiamento das empresas, a do combate ao desemprego, quer da geração jovem (através da sua mobilização) quer da geração madura (através de programas com as autarquias e IPSS), a do programa de reabilitação urbana e a do combate à pobreza infantil e juvenil.

Isto é, se Seguro propôs a via da economia privada (a menos que o Estado montasse fábricas de calçado, kibutz, ou empresas digitais), Costa apoia-se muito mais na economia pública para resolver o problema de Portugal.

" - Temos homem! Ouviu-se na sala do clube dos empresários! Ele nem falou nos exportadores! Acabem com essa cambada de gastadores! Derretem o dinheiro todo em passagens aéreas, ajudas de custo, hotéis, eu sei lá! E o que eles esbanjam em free-shops a comprar perfumes e os chocolates para as mulheres?"

" - Fiquem mas é por cá! Meus ricos pastéis de nata, comidos por galifões de todo o mundo! E os nossos sapatos e roupinha? Prás galdérias de todo o mundo? Ná ... "

" - E dinheiro para as empresas? Boa, pá! Os bancos, agora receosos porque vão enfrentar a supervisão de Frankfurt, submetendo-os a testes mais finos e rigorosos quanto à qualidade do crédito concedido e à análise que fazem dos projetos que lhes são submetidos, vão Se Seguro propôs a via da economia privada, Costa apoia-se muito mais na economia pública para resolver o problema de Portugal ver! Os bancos que estão cheios de dinheiro e que não estão a emprestar para projetos de duvidosa qualidade vão ter de o largar! Agora é que vai ser, malta! Vamos outra vez ter espaço para colocar papel Rioforte!"

" - É pá! Também não exageres! Não é preciso tão mau!"

" - E nada de tocar nos custos da energia! Ouviram-no? Nem um ai sobre isso ou sobre a competitividade das empresas? Para quê?"

" - E para financiar todos os acréscimos de despesa social, mais impostos sobre as nossas empresas e sobre o consumo para reduzir as nossas vendas e aumentar a economia pública!"

"-Viva o Costa! Viva! Hip, Hip Hurrah!" Aclamaram em uníssono os empresários.

" - O Costa é "o" homem. Olha que ele até é capaz de ter razão: "Este é o primeiro dia dos últimos dias do governo", do seu mandato, e talvez até de Portugal..."
»

«Temos homem! Viva o Costa!», João Duque no Expresso

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