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16/10/2014

ESTADO DE SÍTIO: A vida para além do orçamento

O que se pode dizer da proposta de OE 2015? Tudo como dantes, quartel-general em Abrantes. Nem traduz o aprofundamento das poucas reformas feitas e muito menos reflecte novas reformas. Nem é uma rendição incondicional às eleições. Nem é um orçamento à prova de surpresas, antes pelo contrário. Nem é um orçamento isentos de riscos. Nem é pura ficção orçamental.

É o quê afinal? É o melhor que um governo desgastado em fim de estação consegue fazer, num país à deriva, habitado por um povo que gosta muito do Estado Social e espera que ele seja pago pela Óropa, e com uma oposição perdida nos vários passados irrepetíveis: no passado do dinheiro abundante, das obras faraónicas e da Europa connosco, uns; no passado do PREC, das nacionalizações, do combate aos monopólios e do Estado a caminho do socialismo, outros; no passado das causas fracturantes, ainda outros.

Fonte: «Resumo dos aspetos essenciais do Orçamento do Estado para 2015, PwC

Em resumo: as despesas correntes ficarão ao mesmo nível de 2013 e as receitas fiscais continuam a subir a galope. Tradução: o país produtivo esvai-se a um ritmo crescente para sustentar um Estado pantagruélico e ineficiente. É a herança da coligação PSD-CDS que o PS merece, Não é o orçamento que o país precisa.

Ah, já me esquecia. Estradas de Portugal, Refer, ML, CP e Metro do Porto que tiveram em 2014 um perdão da dívida de 1,8 mil milhões de euros, vão receber em 2015 2,2 mil milhões de euros para a conversão de dívida em capital.

1 comentário:

Antonio Cristovao disse...

Reduzir despesas é que era. Talvez a juntar aos desempregados que do GES+ BES mau despedir pessoal agora era capaz de dar um resultado bem azedo não?