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31/03/2017

Pro memoria (341) - Ele deixou de acreditar nisso

Em entrevista ao Dinheiro Vivo/DN/TSF, uma criatura disse, a propósito da venda do Novo Banco:
« o banco vai ter de melhorar a sua eficiência, reduzir custos - fala-se em fechar balcões e reduzir pessoal -, e eu não acredito que se o banco ficasse na posse do Estado pudesse levar a cabo o plano de reestruturação e de ganho de eficiência que será necessário. Veja-se o que se está a passar com a CGD. Na Caixa, que, segundo foi anunciado, precisará de reduzir também pessoal e fechar balcões, há logo um processo político em torno deste tema. E veja-se a pressão que é feita para que a CGD de facto não melhore a eficiência da sua operação. Imagino também que o mesmo se passaria no Novo Banco (...) a ideia de que nacionalizando o banco permitiria preparar melhor o banco para o vender melhor mais tarde, eu não acredito nisso (...) Vamos todos pagar isto. ».
Pode ser difícil de acreditar, mas quem disse isso foi Teixeira dos Santos, o ministro socialista das Finanças ou, talvez melhor, o ministro das Finanças Socialistas de Sócrates, que nacionalizou o BPN e a quem dediquei uma longa série de posts com o título «a nacionalização do BPN não custou nada e o nada vai já em...»

Mais um que viu a luz e teve uma epifania?

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