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10/03/2017

ESTADO DE SÍTIO: A costela jacobina do PS e o «assalto ao castelo»

Com o beneplácito de Belém, o PS cerca os últimos vestígios de independência e procura minar o Conselho de Finanças Públicas. Comunistas e berloquistas vão mais longe e propõem a sua exterminação.

Como o BdP não se pode exterminar, nem a geringonça quer correr o risco de demitir Carlos Costa invocando falha grave e entrando em rota de colisão com o BCE, tenta-se, com o ruidoso apoio da tropa de choque comunista e berloquista, obrigar a criatura a demitir-se acusando-o de inacção no caso do BES (leia-se a propósito este artigo de João Vieira Pereira), recusando as suas propostas de nomeação para a administração e, cereja em cima do bolo, nomeando para o Conselho Consultivo do BdP Francisco Louçã, o tele-evangelista do trotskismo, inimigo da Europa e do euro, acompanhado por Murteira Nabo e Luis Nazaré, duas luminárias da nomenclatura socialista.

Enquanto isso, a imprensa amiga faz rufar os tambores. «Carlos Costa tem de se demitir» titula, por exemplo, Daniel de Oliveira, jornalista de causas/militante/comentador/analista, ex-comunista, ex-Plataforma de Esquerda, ex-Política XXI, ex-bloquista, ex-Livre, ex-Tempo de Avançar, cobrindo assim todo o leque da geringonça.

E, para o caso do homem não se demitir, colocam-se de reserva falhas graves. Só o pastorinho da economia dos amanhãs que cantam Nicolau Santos coleccionou sete. Sim, é o mesmo pastorinho que enfiou o barrete do vigarista Baptista da Silva, e que, como aqui escrevi há nove anos, fez o frete de limpeza dos detritos do Millenium bcp dos ombros do ministro anexo Constâncio, escrevendo no Expresso um artigo laudatório com o assombroso título «Greenspan defende Vítor Constâncio».

Ao mesmo tempo, Carlos César, presidente dos socialistas, com o descaramento habitual, considera que as «falhas do BdP “foram em segunda instância falhas da governação” de Passos», sem tirar as consequências do que diz que seria considerar os governos de Guterres e Sócrates responsáveis pelas falhas de governação do ministro anexo Vítor Constâncio, uma personalidade, agora estacionada em Frankfurt, que entre 1986 e 1989 saltitou entre a liderança do PS e a governação do BdP, voltando a esta em 2000 durante dez anos consecutivos.

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